domingo, 23 de novembro de 2008

O transeunte




Nesta noite fria e escura um grito é ouvido

Pela indiferença pesada do nada...

Criaturas da noite calam-se percebendo

Quem lá vem um eterno morador da escuridão...

Eu queria ver dentro de mim a vida

Mas sei que no final estamos todos desamparados.

Começa a trovejar, o mais perto que consigo chegar da luz...

Sem planos e sem nada que possa ser considerado nobre

Estou mórbido, vagando sozinho pelas penumbras ruas

Tentando achar o que de fato nem sei o que é

Fugindo do que está me matando...

Na minha face já se percebe lagrimas caindo

E suplicas sendo lançadas à fria indiferença da noite

Como em histórias infantis eu anseio por um final feliz

Mas a noite sempre me responde sempre me coloca diante do meu medo...

Dentro de mim está um aperto, não quero deixar

Tento e quero encontrar algo que me faça respirar

Estou sem ar...

No vácuo entre uma pessoa e um qualquer

No vácuo escuro, frio, indiferente da minha vida...

Criaturas na noite observam-me

Lá vem o amaldiçoado!

Eu sinto suas murmurações há meu respeito

Com minha face curvada eu passo...

Eu posso estar passando por você nesse momento

E você pode estar passando por mim

Será que você também é uma criatura da noite como eu?

Quantas máscaras você usa para disfarçar sua fútil vida?

Mas, estou aqui na noite sem amanhecer...

Esperando que de alguma forma possa amanhecer...

Esperando poder mensurar de novo a luz em minha face...

Talvez, tudo isso...

Talvez a vida...

Talvez o frio...

Talvez a morte...

Simplesmente queiram minha amizade...

(Felipe Schulte Ferreira Rodrigues - †Nothing has sense†)

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