
Nesta noite fria e escura um grito é ouvido
Pela indiferença pesada do nada...
Criaturas da noite calam-se percebendo
Quem lá vem um eterno morador da escuridão...
Eu queria ver dentro de mim a vida
Mas sei que no final estamos todos desamparados.
Começa a trovejar, o mais perto que consigo chegar da luz...
Sem planos e sem nada que possa ser considerado nobre
Estou mórbido, vagando sozinho pelas penumbras ruas
Tentando achar o que de fato nem sei o que é
Fugindo do que está me matando...
Na minha face já se percebe lagrimas caindo
E suplicas sendo lançadas à fria indiferença da noite
Como em histórias infantis eu anseio por um final feliz
Mas a noite sempre me responde sempre me coloca diante do meu medo...
Dentro de mim está um aperto, não quero deixar
Tento e quero encontrar algo que me faça respirar
Estou sem ar...
No vácuo entre uma pessoa e um qualquer
No vácuo escuro, frio, indiferente da minha vida...
Criaturas na noite observam-me
Lá vem o amaldiçoado!
Eu sinto suas murmurações há meu respeito
Com minha face curvada eu passo...
Eu posso estar passando por você nesse momento
E você pode estar passando por mim
Será que você também é uma criatura da noite como eu?
Quantas máscaras você usa para disfarçar sua fútil vida?
Mas, estou aqui na noite sem amanhecer...
Esperando que de alguma forma possa amanhecer...
Esperando poder mensurar de novo a luz em minha face...
Talvez, tudo isso...
Talvez a vida...
Talvez o frio...
Talvez a morte...
Simplesmente queiram minha amizade...
(Felipe Schulte Ferreira Rodrigues - †Nothing has sense†)