domingo, 30 de novembro de 2008

A queda..


Sentimentos confusos que se conectam com a confusão de minha mente
O chão se dissipa e tudo perde sua beleza...
Esperando que o chão volte
Estou caindo...

Sozinho nas trevas...
Lagrimas caindo como se fosse o contorcer da alma
Preciso acalmar meu interior
A indiferença se tornou minha companheira mais intima
E me protege de me expor
Sobre o que tenho me tornado...

Estou caindo...
Mas não sei se esse abismo
Tem fim... Diga-me você “o nada”...
A onde estou indo?

“O nada” é a única companhia
Que não me desampara...
Que me ajuda a pensar...

Com a sensação da queda
Eu me seguro onde posso
Mas, eu estou aqui...
Restrito...

domingo, 23 de novembro de 2008

O transeunte




Nesta noite fria e escura um grito é ouvido

Pela indiferença pesada do nada...

Criaturas da noite calam-se percebendo

Quem lá vem um eterno morador da escuridão...

Eu queria ver dentro de mim a vida

Mas sei que no final estamos todos desamparados.

Começa a trovejar, o mais perto que consigo chegar da luz...

Sem planos e sem nada que possa ser considerado nobre

Estou mórbido, vagando sozinho pelas penumbras ruas

Tentando achar o que de fato nem sei o que é

Fugindo do que está me matando...

Na minha face já se percebe lagrimas caindo

E suplicas sendo lançadas à fria indiferença da noite

Como em histórias infantis eu anseio por um final feliz

Mas a noite sempre me responde sempre me coloca diante do meu medo...

Dentro de mim está um aperto, não quero deixar

Tento e quero encontrar algo que me faça respirar

Estou sem ar...

No vácuo entre uma pessoa e um qualquer

No vácuo escuro, frio, indiferente da minha vida...

Criaturas na noite observam-me

Lá vem o amaldiçoado!

Eu sinto suas murmurações há meu respeito

Com minha face curvada eu passo...

Eu posso estar passando por você nesse momento

E você pode estar passando por mim

Será que você também é uma criatura da noite como eu?

Quantas máscaras você usa para disfarçar sua fútil vida?

Mas, estou aqui na noite sem amanhecer...

Esperando que de alguma forma possa amanhecer...

Esperando poder mensurar de novo a luz em minha face...

Talvez, tudo isso...

Talvez a vida...

Talvez o frio...

Talvez a morte...

Simplesmente queiram minha amizade...

(Felipe Schulte Ferreira Rodrigues - †Nothing has sense†)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

† †† Lágrimas depressivas †† †

É assim todo o diaO sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia
Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas…
Lágrimas desperdiçadas…
Tentando aliviar meu martírio
E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa torturaSer seguida por essa amargura
Até já tentei suicídioMinha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria
Lágrimas…
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas…
Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar
Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Só trouxe minha crucificação
Mas isso não me abateu
Pois, assim como euNesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu…
Nessa imortal depressão

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Infantaria....


Nós somos estes infantes
Cujos peitos amantes
Nunca temem lutar;
Vivemos,
Morremos,
Para o Brasil nos consagrar!

Nós, peitos nunca vencidos,
De valor, desmedidos,
No fragor da disputa,
Mostremos,
Que em nossa Pátria temos,
Valor imenso,
No intenso,
Da luta.

És a nobre Infantaria,
Das armas a rainha,
Por ti daria
A vida minha,
E a glória prometida,
Nos campos de batalha,
Está contigo,
Ante o inimigo,
Pelo fogo da metralha!
És a eterna majestade,
Nas linhas combatentes,
És a entidade,
Dos mais valentes.
Quando o toque da vitória
Marca nossa alegria,
Eu cantarei,
Eu gritarei:
És a nobre Infantaria!

Brasil, te darei com amor,
Toda a seiva e vigor,
Que em meu peito se encerra,
Fuzil!
Servil!
Meu nobre amigo para guerra!

Ó! meu amado pendão,
Sagrado pavilhão,
Que a glória conduz,
Com luz,
Sublime
Amor se exprime,
Se do alto me falas,
Todo roto por balas!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Amor....

Em uma fria e silênciosa noite...
Almas perdidas e vazias caminham pela escuridão.....
Sem rumo, sem destino, sem caminhos a seguir...
Eu perdido entre essas almas...
Não consigo escapar dessa escuridão...
Nesse mundo de sofrimento onde todos estão condenados há chorar, sofrer e gritar...
Minha alma desesperada grita seu nome...
Mas você me matou...
Você matou meu amor...
Cravou sua espada em meu peito atravessando meu coração....
Um coração onde nele morava um sentimento chamado amor....
Você o matou...
Mas nisso ambos saimos perdendo...
Eu perdi por que você foi a pessoa que mais amei em toda minha vida...
Você perdeu por que eu fui a pessoa que mais te amou em toda sua vida....
Mas eu posso vir há amar outra pessoa como eu te amei....
E você nunca encontrará alguem que te ame tanto como eu te amei....