† †† Que inferno, odeio esse Sol, apesar de gostar do calor
A noite quente e ventosa,
Devia ser eterna, como a morte que espero.
A sede do ódio é apenas o afogamento do amor.
Amor? O que é isso?
- Ah, é aquele sentimento que pra mim não faz sentido!
Então depois de um belo dia
Tedioso e que eu odeio
Volta a noite, tão bela, que me acalma e me faz bem.
Os cemitérios, por onde vaguei,
Manchas de sangue avistei
Manchas mostrando que por ali alguém sofreu
Alcançou agonia
Manchas que mostram a ansia de viver
Enquando meu desejo é vê-la morrer.
Mais adiante neste cemitério
Vejo uma sombra que não é a minha
Uma sombra que sofre, que chora.
Torço pelo seu sofrimento, pois isso me faz bem
Uma sombra que quer dizer algo, mas não consegue
Esta sombra de que tanto vos digo, é diferente
Ela chora porque esta cansada de esconder pessoas melancólicas
Às vezes eu tento me esconder atrás dela
Para poder chorar, ou sorrir
Mas dos meus olhos não saem uma lágrima sequer
E dos meu lábios não sai sorrisos
Contudo, a sombra é a melhos capa
Para um ser triste, solitário e mal
Sombra pena que não és a minha
Mas sou grata por tentar me esconder. †† †

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